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Este espaço serve para sugerir algumas leituras que nos permitem reflectir e acordar desta espécie de sonolência que a sociedade do consumo selvagem nos envolve.

Como é evidente, não se pretende dar lições de espécie alguma a ninguém. Mas, a situação politica, social e ambiental do presente e futuro é de tal forma preocupante e grave que temos todos o dever e obrigação de, pelo menos, tomar consciência das coisas e discuti-las. Já não é pouco…

o velho argumento segundo o qual “não sou politico, ambientalista ou dirigente por isso nada posso fazer”, é falso e conveniente à situação vigente. Bertolt Brecht disse:


“Quando os nazis vieram e levaram os comunistas, eu calei-me; eu não era comunista!... Quando prenderam os sociais-democratas, calei-me; eu não era social-democrata!... Quando vieram buscar os sindicalistas, calei-me; eu não era sindicalista!... Quando vieram prender os judeus, calei-me, eu não era judeu!...Quando vieram para me prender, não houve mais ninguém que pudesse protestar!...”

Se quiser enviar-nos as suas sugestões de leitura, pode faze-lo para o E-mail infoOamigosdouima.org.



Tema/área: Politica social
James Kynge vive na China há mais de 20 anos e faz um relato a partir de dentro do que é a China de hoje. Não é um relato de um anti-globalista, antes pelo contrário, o autor é correspondente do Financial Times, neoliberal e defensor deste modelo de globalização. Portanto, os seus relatos não estão influenciados pela ideologia anti-globalização, não é que isso tenha algum mal, mas é um relato do lado do Status Quo”. Curiosamente, depois do que ele próprio relatou, ainda teve a lata de concluir que este paradigma de desenvolvimento é o correcto e que constitui uma grande oportunidade para todos. Não deve ter lido o que escreveu…

Vou só citar alguns aspectos relatados por este Sr.:
Ambientalmente a China está próxima da insustentabilidade, industrialmente há excesso de produção, os preços são mantidos artificialmente baixos, não pagam o custo real da matéria-prima; a procura de matéria-prima é voraz o que leva a todo tipo de acordos com os países do terceiro mundo com objectivo de sugar o que resta das suas riquezas naturais. A pirataria industrial é generalizada e, quando não conseguem piratear compram a tecnologia, etc., etc., etc…

Depois do li neste livro, não tenho qualquer duvida: a manter-se o actual paradigma de desenvolvimento chinês a pequena e média industria europeia não tem a mínima possibilidade de sobrevivência, e o desastre ambiental global será inevitável.

Autor: James Kynge
Sugestão de:José Vaz e Silva
Classificação:++++
de + a +++++


Tema/área: Filosofia
Peter Singer, nesta obra-prima da filosofia aplicada aborda, de forma minuciosa, alguns dos grandes problemas da humanidade: Natureza da ética; Noção de igualdade; Direitos dos animais; Eutanásia; Aborto; Fome no mundo; Problema dos refugiados; Ética do meio ambiente; Desobediência cível; Natureza da acção ética e Sentido da Vida. Peter Singer, através do estudo aprofundado e minucioso alicerçado em argumentos sólidos, dos temas abordados, dá-nos respostas convincentes e mostra-nos a filosofia no seu melhor.

Ninguém fica igual depois de ler esta obra, veremos com outros olhos as consequências das nossas acções práticas no meio que nos circunda e o que as mesmas implicam para o futuro. Por essa razão, todos os políticos, gestores, advogados, médicos, sociólogos, jornalistas e todos aqueles com actividades que implicam consequências para os demais, a leitura desta obra é obrigatória.

“…Uma floresta virgem é o produto de muitos milhões de anos que passaram desde a origem do nosso planeta. Se for abatida, pode crescer uma nova floresta, mas a continuidade é interrompida. A ruptura nos ciclos da vida natural de plantas e animais significa que a floresta nunca voltará a ser o que teria sido se não fosse cortada. Os ganhos obtidos com o abate da floresta – emprego, lucros das empresas, ganhos em exportações e papel e cartão mais baratos – são benefícios de curto prazo. Mesmo que a floresta não seja abatida, mas inundada para construir uma barragem hidroeléctrica, é possível que os benefícios durem apenas por uma geração ou duas; após esse período, as novas tecnologias tornarão obsoletos esses métodos de gerar energia. No entanto, a partir do momento em que a floresta é abatida ou inundada, a ligação com o passado perde-se para sempre. Trata-se de um custo que será suportado por todas que nos sucederem sobre o planeta. É por essa razão que os ambientalistas têm razão quando falam do meio natural como «legado mundial». É algo que herdamos dos nossos antepassados e que temos de preservar para os nossos descendentes, se não os quisermos privar desse bem…”

Este pequeno excerto do capítulo 10 que aborda a temática do Ambiente, serve para exemplificar a forma como Peter Singer enfrenta, sob o ponto de vista da ética aplicada, os problemas abordados na obra. A sua escrita é simples e acessível a todos.
Autor: Peter Singer
Sugestão de:José Vaz e Silva
Classificação:+++++
de + a +++++


Tema/área: Ciência/Ambiente
Obra extremamente fácil de ler, e fundamental para quem se preocupa com o futuro próximo do planeta Terra e da espécie Humana. Não pensem que estou a exagerar. Efectivamente, a situação ambiental do planeta é muito mais grave do que aquilo que nos dizem. Hubert Reeves, um dos mais importantes cientistas da actualidade, no livro A AGONIA DA TERRA responde ao filósofo Frédéric Lenoir a questões como o aquecimento global, poluição dos solos e das águas, desigualdade na distribuição da riqueza, malnutrição dos homens, etc.

Devo dizer-lhes que fiquei em choque quando terminei de ler o livro, pelo facto de Hubert Reeves ser Astrofísico Nuclear e extremamente moderado, portanto está longe de ser fundamentalista.
Autor: Hubert Reeves
Sugestão de:José Vaz e Silva
Classificação:++++
de + a +++++


Tema/área: Politica social
Desde há algum tempo para cá tenho tentado acompanhar e informar-me sobre a evidência factual do fim do petróleo e suas consequências no nosso modo de vida. À medida que fui recolhendo informações sobre o assunto (infelizmente os media chamados de referencia andam completamente distraídos a distrair o povo, e por isso, não têm tempo para se preocuparem com esta gravíssima temática), mais o meu nível de preocupação aumentava. Como os governos cada vez mais estão ao serviço das grandes transnacionais e da finança, não têm coragem para anunciar a verdade aos seus eleitores (as más notícias são péssimas para o negócio…) para começarem a preparar o futuro que está aí à porta, e as pessoas, como fez notar Carl Jung, não aguentam realismo a mais, e está assim criado circulo que nos há-de apertar até à nossa destruição.

Mas, a luz vermelha de alerta acendeu de forma intensa depois de ler o arrepiante livro “O Fim do Petróleo” de James Howard Kunstler. Ao longo de cerca 400 páginas o autor leva-nos numa viagem à história do petróleo, como base da construção da nossa civilização industrial e tecnológica, e ao seu fim, tal como a conhecemos hoje e, para muito breve. Reparem que não se trata do tempo dos nossos filhos, ele prevê o início do fim já. A sua argumentação é forte e difícil de rebater, por exemplo, quando ele afirma que não haverá uma energia que substitua o petróleo na sua plenitude, em tempo útil, ou seja, antes de se notarem os efeitos da escassez do petróleo, é um facto científico que ninguém pode desmentir.

“Não sei por que razão, convencemo-nos que os combustíveis fósseis nunca haviam de acabar. Mas a verdade é que isso irá acontecer e muito mais cedo do que julgamos.”

O que se segue (excertos do livro O Fim do Petróleo) pode entrar em conflito com as vossas concepções sobre o tipo de mundo em que vivemos e, em especial, sobre o tipo de mundo para o qual o tempo e os acontecimentos nos estão a dirigir. Estamos numa corrida difícil através dum território desconhecido.
Autor: James Howard Kunstler
Sugestão de:José Vaz e Silva
Classificação:+++++
de + a +++++


Tema/área: Politica
“…Na noite de 4 de Agosto de 1789, os deputados da Assembleia Nacional aboliram o sistema feudal em Franca. Ora, hoje, nos estamos a viver a refeudalização do mundo. Os senhores despóticos estão de regresso. Os novos feudos capitalistas detêm agora um poder que nenhum imperador, nenhum rei, nenhum papa alguma vez possuiu.
As quinhentas maiores empresas capitalistas privadas transcontinentais do mundo – na indústria, no comércio, nos serviços, na banca – controlavam, em 2004, 52 por cento do produto mundial bruto: exactamente, mais de metade de todas as riquezas produzidas num ano no nosso planeta.

Sim, a fome, a miséria, o esmagamento dos pobres são mais pavorosos que nunca.

Os atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, em Washington e na Pensilvânia provocaram uma aceleração dramática do processo de refeudalizagao. Eles foram o pretexto para os novos déspotas se apropriarem do mundo. Para se apoderarem sem partilha dos recursos necessários a felicidade da Humanidade. Para destruírem a democracia.

As últimas barreiras da civilização ameaçam ceder. O direito internacional agoniza. A Organização das Nações Unidas e o seu secretário-geral são desautorizados e difamados. A barbárie cosmocrata avança a passos de gigante. Foi esta realidade nova que inspirou este livro…”

Este é um excerto da introdução do livro O IMPÉRIO DA VERGONHA de Jean Ziegler (Relator especial da comissão dos direitos do Homem das Nações Unidas).

Este livro é um grito de revolta e de denúncia contra os novos senhores feudais e governos que apoiam e dirigem as empresas transcontinentais neste mundo globalizado e que têm como único objectivo o lucro.

“…Do conhecimento nasce o combate, do combate, a liberdade e as condições materiais da procura da felicidade. A destruição da ordem canibal do mundo tem de ser obra dos povos…”
Autor: Jean Ziegler
Sugestão de:José Vaz e Silva
Classificação:++++
de + a +++++



Classificação
+
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Medíocre
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Bom
++++
Muito bom
+++++
Leitura obrigatória