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» Na Feira, ser árvore é ter muito azar…
A Associação Ambientalista e Cultural Amigos do Uíma mostra o seu repúdio pelas podas efectuadas nas árvores públicas do concelho e exige apuramento da responsabilidade política e técnica.
A Associação Ambientalista e Cultural Amigos do Uíma mostra o seu repúdio pelas podas efectuadas nas árvores públicas do concelho e exige apuramento da responsabilidade política e técnica.

Quando se planta uma árvore num determinado espaço, há que ter em linha de conta o espaço disponível, que tipo de espaço, condições climatéricas, entre outras vertentes.

Definidas essas e outras vertentes, analisa-se qual o tipo de árvore mais adequada para o espaço tendo em conta, entre outras coisas, a necessidade de luz e água para ao seu crescimento, o seu tamanho e volumetria dos seus ramos em adulta, o tipo de folhagem (se estamos numa área que pode ter muita folhagem ou não), entre outros aspectos.

A poda tem a função de adaptar o seu desenvolvimento ao espaço que ocupa mas sempre sem danificar a árvore. É preciso ter em conta que A PODA É SEMPRE UMA AGRESSÃO À ÁRVORE. E como tal tem de ser minimizada. Não estamos a falar de árvores de fruto!

As podas drásticas ou radicais devem ser evitadas pois ferem a árvore. Só devem acontecer quando ela está doente ou o espaço em seu redor assim o exige (o espaço ficou mais pequeno porque se alargou a estrada, por exemplo e pode tocar nos camiões).

Em Arrifana, por exemplo (e é mesmo um exemplo de muitos), entre o Pingo-doce (passe a publicidade) e a zona industrial, junto a um cruzamento, nem de poda radical podemos falar: falamos, isso sim, de cortar as árvores quase pelo meio (se acham que é exagero, passem por lá).

Nas caldas de S. Jorge, o caso é mais grave pois falamos de árvores centenárias, que antes de alguns senhores que não as respeitam terem nascido, elas já cá estavam. 1/2
Infelizmente, esta situação ocorre em todo o concelho e não parece haver árvore que escape.

E mais grave ainda porque já aconteceu em anos anteriores.

E para quem tem dúvidas que estas podas são verdadeiros atentados, recordem-se do caso passado há alguns anos na zona da Quinta do Engenho. Algumas árvores de lá também foram brindadas com esta poda radical. E o que aconteceu? Muitas delas morreram…
Estas podas são de limpeza e são utilizada para remover ramos mortos, ou quase nesse estado, que no presente ou no futuro imediato possam colocar em perigo a integridade física das pessoas bem como do património público ou privado.

Nesta altura dos desenvolvimentos, perguntamos?
• Tem o vereador conhecimento desta situação?
• Foi esta poda ordenada pelo vereador?
• Quais os argumentos apresenta para defender este acto?
• E quais os responsáveis técnicos?

Este acto é um atentado ambiental feito de forma oficial.

Nesse sentido, exigimos ao vereador do ambiente que ordena o fim deste tipo de atentado ás árvores (que nem poda se pode chamar) e que se actue de forma adequada para as restantes.

Se não tem técnicos qualificados para delinear a realização de uma poda, recorra ao privado. È preferível pois o prejuízo é bem menor.

Ficamos a aguardar resposta de vereador do ambiente, como sempre…
Amigos do Uíma, 15 de Fevereiro de 2008