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O Sr. Proprietário de um terreno localizado junto à ponte dos Candaídos e na margem do rio Uíma (por avareza, ganância, estupidez, ignorância, necessidades financeiras, ou tudo junto) procedeu ao abate indiscriminado de árvores no referido terreno (como carvalhos e plátanos), algumas delas centenárias. |
No passado dia 5 de Outubro do corrente ano, nas Caldas de S. Jorge, ocorreu mais um atentado ambiental e, sobretudo, patrimonial e à memória do povo da referida localidade.
O Proprietário de um terreno localizado junto à ponte dos Candaídos e na margem do rio Uíma (por avareza, ganância, estupidez, ignorância, necessidades financeiras, ou tudo junto) procedeu ao abate indiscriminado de árvores no referido terreno (como carvalhos e plátanos), algumas delas centenárias.
Este local é emblemático para o povo de Caldas de S. Jorge, localiza-se nas margens do rio Uíma, junto à ponte dos candaídos (também ela emblemática), muito perto das termas e, até esta intervenção de abate de árvores, era o único local que mantinha as suas características intactas há dezenas de anos. É também emblemático porque constitui um local por excelência para lazer, apesar de nos anos mais recentes o local ser pouco frequentado, em anos mais recuados era muito usado pelos locais para lazer, mesmo sendo propriedade de privados. Por todas estas razões e mais algumas, este local com as suas árvores centenárias, constitui um património para a localidade e para o que resta da memória histórica do seu povo, independentemente de quaisquer questões legais ou de propriedade.
Esta acção vergonhosa, atendendo ao que está em jogo, contou com intervenção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, ao que pude apurar, por solicitação de populares que ocorreram ao local em grande número. São poucas as árvores que restam. Não sei se por intervenção, ao abrigo da lei, por parte do SEPNA, ou se as restantes serão para abater em próxima oportunidade…
Não sou jurista e não sei o que diz a lei em casos destes, aquilo que sei e sinto, como natural desta localidade, é que foi dada mais um machadada no pouco que resta de interessante para preservar nas Caldas de S. Jorge. A sua descaracterização é total, nada resta de significativo no contexto histórico e social. É mais uma localidade como as outras, só que mais atrasada, porque perdeu o fundamental, aquilo que não se projecta, mas sim se preserva, a sua identidade.
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